21.10.09

Música ainda é profissão? V.1.1

Ótimo artigo do excelente produtor musical Pena Schmidt, figura de proa da nova configuração da indústria musical brasileira.

http://penas.blogspot.com/2009/10/musica-ainda-e-profissao.html

Pena discorre com sabedoria e maestria sobre os novos desafios e horizontes da profissão de músico em face das transformações no mercado musical resultantes da introdução das novas tecnologias digitais e de redes de comunicação.

Vale a pena ler. Eu recomendo fortemente.

Militao Ricardo
Musico, Jornalista, Produtor Musical e Professor.
mrmaya@uol.com.br

2.9.09

Novos espaços no mercado fonográfico no Brasil

Interessante entrevista com Wilson Souto, diretor da gravadora Atração Fonográfica, um do selos nacionais que vem crescendo nos espaços deixados pelas gravadoras estrangeiras. Matéria publicada no Diário do Comércio de SP, em 16 de Janeiro de 2008 e reproduzida no blog iniciativa cultural.

http://iniciativacultural.wordpress.com/2009/01/26/o-mercado-nacional-virou-free-shop/


Souto explica a mentalidade das majors nas décadas passadas, quando utilizavam os benefícios da renúncia fiscal para investir no mercado brasileiro. Com o fim destas facilidades nesta década elas se voltaram para seus produtos internacionais, deixando espaço para empresas nacionais gravar e vender a música produzida no Brasil.

Militao Ricardo
Musico, Jornalista, Produtor Musical e Professor.
mrmaya@uol.com.br

8.7.09

Direitos Autorais: por um novo modelo!

Assista ao vídeo com a fala de Alvaro Santi, do Fórum dos Músicos do RS, na mesa redonda sobre direito autoral realizada no primeiro "Música para Baixar", evento paralelo ao Fórum Internacional do Software Livre, em Junho de 2009, em Porto Alegre, RS.

Fala de Alvaro Santi no 1 MPB em Porto Alegre from Everton Rodrigues on Vimeo.





Militao Ricardo
Musico, Jornalista, Produtor Musical e Professor.
mrmaya@uol.com.br

Manifesto Movimento Música para Baixar

Este movimento encabeçado por um grupo de músicos, produtores musicais e culturais de diversos cantos do Brasil é importante para agregar pessoas no trabalho pelo aprimoramento da legislação de direitos autorais no Brasil.

A lei tem que prever as novas possibilidades de democratização da produção cultural e possibilitar novos modelos de trabalho da indústria fonográfica. Não podemos mais conviver com um sistema concentrador, que dá poder a apenas algumas organizações que controlam os meios de divulgação musical e distribuição fonográfica. O Século XX ficou par atrás.

Já assinaram o manifesto Roger Moreira, do Ultraje a Rigor e a cantora Zelia Duncan.

Leia, pense e assine o manifesto. Reproduzo aqui o texto encontrado no site Musica Líquida.


08/07/2009

Manifesto Movimento Música para Baixar


É a partir do surgimento da democratização da comunicação pela rede cibernética, que a conjuntura na música muda completamente.

Um mundo acabou. Viva o mundo novo!

O que antes era um mercado definido por poucos agentes, detentores do monopólio dos veículos de comunicação, hoje se transformou numa fauna de diversidade cultural enorme, dando oportunidade e riqueza para a música nacional – não só do ponto de vista do artista e produtor(a), como também do usuário(a).

Neste sentido, formamos aqui o movimento Música para Baixar: reunião de artistas, produtores(as), ativistas da rede e usuários(as) da música em defesa da liberdade e da diversidade musical que circula livremente em todos os formatos e na Internet.

Quem baixa música não é pirata, é divulgador! Semeia gratuitamente projetos musicais.

Temos por finalidade debater e agir na flexibilização das leis da cadeia produtiva, para que estas não só assegurem nossos direitos de autor(a), mas também a difusão livre e democrática da música.

O MPB afirma que a prática do “jabá” nos veículos de comunicação é um dos principais responsáveis pela invisibilidade da grande maioria dos artistas. Por isso, defendemos a criminalização do “jabá” em nome da diversidade cultural.

O MPB irá resistir a qualquer atitude repressiva de controle da Internet e às ameaças contra as liberdades civis que impedem inovações. A rede é a única ferramenta disponível que realmente possibilita a democratização do acesso à comunicação e ao conhecimento, elementos indispensáveis à diversidade de pensamento.

Novos tempos necessitam de novos valores. Temas como economia solidária, flexibilização do direito autoral, software livre, cultura digital, comunicação comunitária e colaborativa são aspectos fundamentais para a criação de possibilidades de uma nova realidade a quem cria, produz e usa música.

O MPB irá promover debates e ações que permitam aos agentes desse processo, de uma forma mais ampla e participativa, tornarem-se criadores(as) e gestores(as) do futuro da música.

O futuro da música está em nossas mãos. Este é o manifesto do movimento Música Para Baixar.

RJ – Leoni – Cantor e Compositor – http://www.leoni.art.br/ ehttp://musicaliquida.blogspot.com
DF – Ellen Oléria – Cantora e Compositora –http://sapatariadf.wordpress.com/
PB – Kaline Lima – Rapper
RS – Nei Lisboa – Cantor e Compositor – http://www.neilisboa.com.br/
SP – Trupe o Teatro Mágico – http://www.oteatromagico.mus.br/novo/
RS – Banda Bataclã – http://www.bataclafc.com.br/
PA – Juca Culatra & Power Trio –http://www.myspace.com/jucaculatrapowertrio
ES – Banda Sol na Garganta do Futuro –http://solnagargantadofuturo.blogspot.com/
PR – Banda Nuvens – http://www.nuvens.net/
DF – Banda Coyote Guará – www.coyoteguara.com.br
MT – Eduardo Ferreira – Integrante do Caximir, OsViralata e da Afábrika –caximirbuque.blogspot.com
DF – GOG – Rapper e Poeta – http://gograpnacional.com.br/
PA – Casarão cultural Floresta Sonora –http://www.myspace.com/florestasonora1
DF – Jaqueline Fernandes – Produtora Cultural –http://grioproducoes.blogspot.com/
PE – Pedro Jatobá – Diretor de Açoes Culturais do Instituto Intercidadania –http://www.intercidadania.org.br/
SP – Cabeto Rocker – Pascolato-Músico/Produtor Cultural
SP – Mateus Zimmermann – Jornalista, designer editorial e fotografo –www.mateus.jor.br
BR – Sociedade de Usuarios da Tecnologia Java – SouJava –http://www.soujava.org.br

RS – Marcelo Branco – Associação Software Livre.ORG –http://softwarelivre.org

RS – Richard Serraria – Compositor, músico, poeta e artivista –http://vilabrasilcodigolivre.blogspot.com/

SP – Fabio Malagoli Panico Bugnon – Advogado

RS – Everton Rorigues – Projeto Software Livre Brasil, Banda Bataclã FC eblog Brasil Autogestionário

Para assinar basta acessar:http://www.petitiononline.com/mpb/petition.html

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Militao Ricardo
Músico, Jornalista, Produtor Musical e Professor.
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7.7.09

Novo livro de Chris Anderson

Acaba de sair o novo livro de Chis Anderson, autor de "A Cauda Longa", livro importante para quem está atento à mudança na estrutura da indústria fonográfica. Nesta obra nova o autor discute sua idéia de que vale a pena oferecer uma obra de graça na rede e ao mesmo tempo uma versão paga com mais benefícios. Segundo Chris, o divulgação gerada pela versão gratuíta vai provocar a venda de uma certa quantidade, que por sua vez vai pagar a produção e dar lucro.

O Livro está disponível para download em versão de áudio. Também pode ser lida gratuitamente no http://www.scribd.com. O blog do autor informa que nas próximas semanas a obra vai ser oferecida em outras plataformas, em versões pagas e gratuítas.

Interessante é o detalhe de que a versão paga é a que traz benefícios adicionais. Vale a pena observar o que se entende por "benefícios". No caso da versão em MP3, a versão mais curta, com cerca de 3 hs de duração é a versão paga. A gravação completa, com cerca de seis hora é a que está sendo oferecida de graça. Porque? Os leitores de audiobook devem preferir a versão mais compacta e mais objetiva. Marketing. Pesquisa para entender o que o público deseja.

Com vocês a nova obra de Chris Andreson:

FREE (full book) by Chris Anderson


Militao Ricardo
Musico, Jornalista, Produtor Musical e Professor.
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5.7.09

Documentário discute direito autoral na era da informação

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1205200917.htm (12/05/2009)

NA REDE

remixer.com
Documentário discute direito autoral na era da informação a partir do produtor americano Girl Talk; diretor gravou parte do filme no Brasil

BRUNA BITTENCOURT
DA REPORTAGEM LOCAL

Sob a alcunha de Girl Talk, o produtor americano Gregg Gillis ficou conhecido por seus excêntricos mash ups, nos quais se apropria de dezenas de trechos de músicas de outros artistas, editados e rearranjados, para criar novas faixas.

Mas, para lançar cada um dos seus quatro álbuns, Gillis teria de ter desembolsado US$ 4,2 milhões com licenças para editoras e gravadoras -o que nunca aconteceu. O cálculo foi feito pelo diretor canadense Brett Gaylor em "RIP: a Remix Manifesto", documentário que parte de Gillis para discutir o direito autoral na era da informação e que agora está disponível em www.ripremix.com/ripit.
"Sempre houve uma tensão entre a internet e as ideias tradicionais que cercam propriedade intelectual", diz Gaylor, 32, em entrevista à Folha.

Em "RIP", o diretor defende a chamada cultura de remix, na qual, a partir do download -seja de uma música, seja de um filme-, internautas podem transformar uma obra já conhecida em algo novo, como sugere ser o caso de Gillis. "É uma forma de cidadãos não serem mais só consumidores, mas de se tornaram criadores."

No filme, a cultura de remix é defendida pela flexibilização da atual legislação que protege a propriedade intelectual -pela qual o uso de qualquer trecho de uma música sem autorização é passível de processo.

O filme trata desde a batalha do Napster até a atuação das grandes corporações, detentoras de gravadoras e estúdios, para que as regras do jogo não mudem. O diretor ouve, entre outros, Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons -organização que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais. Para Gaylor, tal proposta é uma das melhores alternativas para o embate dos direitos autorais.

"É uma solução razoável que permite aos artistas declararem que seu trabalho pode ser sampleado, mas sem abrir mão de seus direitos comerciais, caso a obra venha a ser usada com fins lucrativos", diz o diretor. "A única alternativa para o futuro é restaurar o equilíbrio do direito autoral. Atualmente, há muita coisa nas mãos das grandes corporações."

Neste mês, enquanto ainda apresentava "RIP" em festivais de cinema, Gaylor disponibilizou o filme para download com a intenção de permitir às pessoas que "remixem, adicionem e melhorem" o documentário.

"Me inspirei no movimento do open source [código aberto], em que programadores e hackers criam softwares colaborativamente", diz Gaylor sobre o que ele chama de "cinema open source", instrumento que usou para permitir que o público interfira em seu filme. "Foi também um jeito de adotar algumas das ideias das quais o filme fala e de provar que elas podem ser um modelo novo, atual."

Brasil como exemplo
O Brasil ocupa uma significativa fatia do filme. Gaylor diz acreditar que o país tem muito a ensinar. Em passagem pelo Rio, conversou com Gilberto Gil, que levou o Creative Commons a um debate público quando ainda era ministro da Cultura. "É inspirador que a América do Norte veja isso."
Enquanto a discussão se aquece, o Girl Talk segue lançando seus discos por um selo especializado em samples, batizado de Illegal Art. E Gillis afirma que, até hoje, nunca foi processado.
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Militao Ricardo
Musico, Jornalista, Produtor Musical e Professor.
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22.4.09

Piratas são mais propensos a comprar músicas online, diz estudo

FONTE: http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/04/22/piratas-sao-mais-propensos-a-comprar-musicas-online-diz-estudo/ (22/04/2009)
Por PC World/EUA

São Francisco - Probabilidade de usuários de redes de compartilhamento comprar músicas é dez vezes maior do que de usuários normais.


Os fãs que baixam discos ilegalmente via redes peer-to-peer (P2P) também estão entre os que têm mais probabilidade de comprar música online, indica um estudo da BI Norwegian School of Management, da Noruega. Após analisar os hábitos de aproximadamente 2 mil usuários com 15 anos ou mais, os pesquisadores descobriram que os piratas compraram dez vezes mais músicas que os usuários normais.

Obviamente, a indústria musical não ficou nada feliz com esse estudo. Um porta-voz da gravadora EMI destacou que o consumo de música está crescendo, mas a receita das gravadoras continua caindo - e a culpa é da pirataria.

Esse porta-voz não levou em consideração, entretanto, que a música online funciona de forma diferente. Enquanto no mundo “real” as pessoas são obrigadas a comprar um álbum com várias músicas (e que rende muito mais dinheiro às gravadoras), os internautas podem comprar faixas individualmente no mundo virtual, e isso diminui a receita das companhias do setor.

O mais importante é que o estudo revela um aspecto dos fãs de música pouco explorado pelas gravadoras. Usuários que baixam muitos discos via redes P2P são aficionados por música e, por um lado, faz sentido que eles recorram a lojas virtuais para comprarem as faixas que não conseguem encontrar de maneira alguma nas redes de pirataria. Ou seja, embora a pirataria seja um problema para as gravadoras, ela não é a única razão pela qual a indústria musical tem problemas.


Jeff Bertolucci, editor da PC World, em São Francisco


Militao Ricardo
Musico, Jornalista, Produtor Musical e Professor.
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1.3.09

Experiência com iPhone

Alguns meses após o lançamento do iPhone no Brasil finalmente comprei o meu smartphone, com pacote de acesso ilimitado à internet. Outro dia conto a novela que foi conseguir comprar o aparelho da minha operadora. Muita desinformação no setor de vendas. Mas isto é outro assunto.

Aparelho habilitado na mão, com conexão 3G, agenda transferida e músicas carregadas. Aí eu saí de férias… para um lugar sem conexão 3G! – “Vai funcionar durante 15 dias como um telefone normal”, pensei. Mera suposição. Nunca li tão poucos livros nas férias. Não sigifica que não li nas férias. Me distraí com artigos do New York Times, e-mails, mensagens do Tweeter, acompanhei a regata de volta ao Mundo através de seu site para celulares, li a Zero Hora e acompanhei o blog do Fernando Meligeni. Enfim, não me desconectei do mundo. Será que isso foi bom?

Eu trabalho ao longo dos 11 meses usando computadores de forma intensiva. E em casa também. Todos os anos eu faço questão de não levar notebook na viagem de férias. Evito as Lan Houses o máximo possível e saio pra rua sem telefone celular. É minha maneira de me desligar do mundo e do trabalho. Normalmente vou para uma pequena cidade no litoral de Santa Catarina.

Pois este ano levei inocentemete o iPhone 3G recém comprado. Não tinha conexão de banda larga aonde eu estava. Tinha conexão EDGE. Isto era o suficiente para eu acessar conteúdos de texto e fotos leves. Bastou para mudar minha rotina de férias. Acordar, abrir a janela, olhar o mar e … ler um artigo selecionado do New York times, controlar o saldo bancário sem pegar fila no terminal do banco no spermercado ou informar como estava a cara do dia em Garopaba pelo Tweeter.

Conclusões: bom… conclusões? “Tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente…” eu não desliguei minha mente dos assuntos do dia-a-dia do resto do ano. Ao terminar as férias olhei para a pilha de livros que foram guardados carinhosa e ansiosamente para as férias e voltavam para a mala sem ter sido lidos. Ficou uma pulga atrás da orelha. Será que vou pagar caro por não ter me desconectado? Será que o stress de trabalho voltará mais rápido? Será que valeu a pena ler o NYT com calma em vez dos meus livros?

Os smartphones realmente apresentam uma nova dimensão de acesso à internet e todo o complexo de informação e serviços que ela oferece. Uma capacidade de computação e conexão ampliada em relação à geração anterior de telefones. Agora a internet saiu do escritório da casa, da sala e postou-se na mesa de cabeceira. Abrimos os olhos demanhã e ali está a rede, a centímetros dos olhos e das mãos. Dá pra ler os e-mails antes de escovar os dentes. Não imagino bem como será quando as redes 3G estiverem por todo o lugar. Deu pra sentir que o potencial de mudança é grande.




Militao Ricardo
Musico, Jornalista, Produtor Musical e Professor.
mrmaya@uol.com.br